Policial
Terror na fronteira: Bando armado destrói posto polícial, mata três e coloca divisa do MS em alerta
Terror na fronteira: bando armado destrói posto policial, mata três e coloca divisa com Mato Grosso do Sul em alerta
A região de fronteira com Mato Grosso do Sul viveu horas de forte tensão entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
Um grupo fortemente armado, composto por entre 20 e 30 homens utilizando trajes camuflados, invadiu e incendiou o Posto Policial nº 4, localizado na colônia Naranjito, distrito de Ybyrarobaná, no departamento de Canindeyú — território vizinho aos municípios sul-mato-grossenses de Sete Quedas, Paranhos e Ypejhú.
O atentado resultou na morte de dois suboficiais da Polícia Nacional do Paraguai e de um funcionário civil que estava no local. Um terceiro policial ficou ferido, mas foi socorrido e transferido em estado estável para o Hospital de Polícia Rigoberto Caballero, na capital Assunção. Outro agente conseguiu sair ileso do cerco.
Ação coordenada e destruição do posto
Segundo as investigações preliminares lideradas pela Polícia Nacional e pelo Ministério Público paraguaio, os criminosos irromperam na sede policial portando armas de alto calibre, como fusis e espingardas. Os atacantes falavam em guarani e, segundo relatos de sobreviventes, o objetivo não era um agente em particular, mas sim a destruição da própria unidade policial e a execução dos ocupantes.
Após abrirem fogo e roubarem o armamento do posto, os invasores utilizaram bombas do tipo *cocktail molotov* para incendiar o prédio operacional e quatro veículos que estavam estacionados no pátio.
Suspeitas: EPP e crime organizado na fronteira
Embora as autoridades do Governo do Paraguai adotem cautela em atribuir a autoria definitiva antes da conclusão da perícia, o ataque acendeu o sinal de alerta vermelho no alto comando de segurança do país.
O ministro da Defesa do Paraguai, Óscar González, e o comandante da Polícia Nacional classificaram o atentado como um "golpe duro às forças de segurança" e afirmaram que nenhuma hipótese está descartada. As investigações miram duas frentes principais:
1-!Células do EPP (Exército do Povo Paraguaio): O grupo guerrilheiro/terrorista de orientação marxista-leninista vem tentando expandir sua área de influência para o departamento de Canindeyú ao longo do último ano, acumulando episódios recentes de ataques e tentativa de imposição de pânico rural na região.
2. Crime Organizado Transnacional (Fações do Narcotráfico / "Clan Macho"):A região de Canindeyú é um corredor histórico do narcotráfico e do tráfico de armas rumo ao Brasil. Fações criminosas com forte presença na faixa de fronteira frequentemente confrontam forças policiais para garantir o controle de rotas clandestinas.
Resposta militar e cerco na fronteira
O Comando de Operações de Defesa Interna (CODI) e a Força de Tarefa Conjunta (FTC) mobilizaram tropas de infantaria e veículos blindados para fechar os acessos viários do departamento de Canindeyú. Operações de rastreamento e varredura estão sendo executadas na zona rural e em áreas de mata ao redor do distrito de Ybyrarobaná.
Pelo lado brasileiro, o reforço da segurança no limite internacional com Mato Grosso do Sul é iminente. A proximidade geográfica de Canindeyú com cidades como Sete Quedas e Paranhos faz com que as forças policiais brasileiras (Polícia Militar, DOF e Polícia Federal) mantenham patrulhamento ostensivo na faixa de fronteira seca para evitar possíveis incursões ou tentativas de fuga dos envolvidos para o território nacional.





