A mãe e o filho procurados por matar dois idosos e deixar um ferido em Peixoto de Azevedo (MT), nesse domingo (21), compraram cerveja, água e refrigerantes quando passavam pela cidade de Matupá, a cerca de 13 km do local do homicídio, durante a fuga. Uma câmera de segurança da conveniência do posto de combustível registrou o momento em que a suspeita apressou a atendente, enquanto falava ao telefone.

Ao g1, um dos atendentes da conveniência contou que a mãe e o filho entraram no local por volta das 15h20 e aparentavam estar preocupados e com pressa.

“Estavam bem apavorados. Levaram água, refrigerante e umas long neck. Etavam em três, sendo que um deles ficou na caminhonete. A mulher queria que cobrasse rápido e falava: ‘cobra rápido aí que eu tô com pressa, cobra, vamos, rápido rápido, que eu tô com pressa”, disse.

Ainda de acordo com o funcionário, a suspeita falava alto no celular e pedia para que alguém levasse as cadelas de estimação dela até algum lugar, o qual não foi possível identificar.

“Ela falava alto no celular, dizendo 'não sei o que, pega as minhas cadelas e vem até não sei aonde', bem apavoradona. Tudo demorou em torno de dois minutos", contou.

Ines e Bruno foram flagrados por uma câmera de segurança invadindo uma casa e efetuando vários tiros. Nas imagens, é possível ver a mulher dentro da casa atirando, enquanto o filho estava no quintal e também efetuou disparos, segundo a polícia. (assista acima)

Ines, que aparece de blusa azul, estava com uma pistola, e Bruno, de branco, estava com uma espingarda calibre 12. Marcio Gonçalves, marido de Ines, apareceu nas imagens saindo da casa, vestido de preto. Ele não aparentava estar armado e foi em direção a uma caminhonete, usada na fuga.

Pelo menos 8 pessoas estavam reunidas na casa invadida. Além dos dois mortos, identificados como Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos, um padre que estava na residência ficou ferido.

Ainda segundo a polícia, a suspeita é de que a motivação do crime seja um desacordo comercial envolvendo pagamentos de aluguel da casa invadida. A Polícia Civil investiga o crime.