O caminhoneiro Antoninho Muller, de 56 anos, morreu sábado (26) no Hospital Regional de Araguaína, no norte do Tocantins, vítima do novo coronavírus. Ele estava internado há alguns dias em Tocantinópolis e precisou ser transferido para Araguaína após ter complicações no quadro de saúde. Apesar da morte ter ocorrido no Tocantins, o caso não entra nas estatísticas locais.
“Meu pai era minha referência de vida. Era um homem trabalhador e se dava bem com todos que conviviam com ele. Sinto uma grande dor em meu coração por nem poder me despedir dele”, disse Jefferson Ribeiro Muller, de 28 anos, filho do caminhoneiro douradense Antoninho Muller, que morreu de Coronavírus em Tocantins. O dois moravam juntos no Jardim Canaã I, em Dourados.
Jeferson relatou que o último contato que teve com o pai foi às 17h, do último sábado (25), via mensagens do WhatSaap. “Ele me contou que estava bem, mas que estava tossindo muito e que estava um pouco preocupado porque tinha momentos que expelia sangue pela boca”. Quatro horas depois ele recebeu a notícia de que o pai já estava morto.
O motivo é que Antoninho Muller estava apenas de passagem pelo estado e procurou por socorro em Tocantinópolis após se sentir mal durante a viagem. O homem era morador de Dourados e o caso será notificado como sendo do município. A Secretaria Estadual da Saúde explicou que este é o protocolo do Ministério da Saúde para casos do tipo.
Ainda não foi divulgado o que será feito com o corpo do caminhoneiro, já que as medidas de prevenção ao coronavírus proíbem velórios.





