O candidato do PSD ao governo de Mato Grosso Sul, Marquinhos Trad, disse em entrevista ao g1, exibida nesta sexta-feira (9), que as mulheres que o denunciaram por crimes sexuais estão mentindo. O ex-prefeito de Campo Grande também comentou sobre a alarmante escalada de casos de violência de gênero e, como proposta política, mencionou que pretende diminuir impostos

Inquérito da Polícia Civil apura supostos crimes contra a dignidade sexual que teriam sido cometidos pelo candidato. As investigações continuam com as denúncias de 9 mulheres.

"Elas mentiram. Pior do que isso, elas foram preparadas para mentir. Por que a delegada não deferiu nosso pedido das câmeras de segurança para saber? Por que as quatro chegaram juntas na corregedoria? Será que elas sabiam onde ficava a corregedoria? Porque uma apresenta um PIX que ela recebeu para mentir no seu depoimento e faz uma declaração por instrumento público, e a delegada não chama aquela para ser ouvida? Mas nossa defesa foi atrás. Aquela que enviou o PIX para a falsa vítima, é funcionária do governo atual?".

Mesmo com números parciais de agosto, a quantidade de feminicídios em Mato Grosso do Sul nos dois primeiros quadrimestres de 2022 já era 8,3% maior do que no mesmo período do ano passado. Como proposta para combater os crimes de ódio contra mulheres, Marquinhos diz que aposta na educação.
 

"Tratar com educação. Nós somos um país machista. A gente sempre foi um país onde o homem ganha mais que a mulher. Falando nisso, Mato Grosso do Sul é o estado com maior discriminação entre salários entre homens e mulheres. A mulher ganha menos R$ 1mil que o homem. É uma questão educacional. É um trabalho de médio a longo prazo. Você não vai fazer um trabalho imediato. Trabalho imediato da segurança pública é a repressão. O trabalho a médio e a longo prazo é a prevenção", comentou o candidato.

Programa regionalizado
 
Já como política econômica, Marquinhos Trad fala em uma "política responsável de impostos". O candidato ao governo quer rever as taxações em Mato Grosso do Sul e propõe substituições tributárias para beneficiar os comerciantes.
 

"Nós estamos em um estado onde o rico ficou mais rico, e o pobre ficou mais pobre. A primeira coisa que temos que fazer é dar condição ao comércio, porque não há como eles [comerciantes] sobreviverem com uma carga tributária de substituição tributária. Não há como você viver em um estado que aumentou 40% o IPVA, e na hora de pagar taxas para fazer uma escritura ir para outro estado. [...] Pretendemos fazer uma política responsável de impostos", salientou.