A Operação Nova Aliança XXVII culminou na apreensão de mais de 673 toneladas de maconha em 49 entrepostos do tráfico desmantelados, na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. 

O balanço foi divulgado na manhã desta sexta-feira (03). A ação envolveu a Senad (Secretaria Nacional Anti drogas), Polícia Federal, Força Tarefa Conjunta, Aeronáutica e Ministério Público. 

 
Foram 10 dias de Operação, com fiscalização aérea e terrestre, em diferentes áreas rurais da cidade paraguaia de Amambay. 

As instituições paraguaias e brasileiras conseguiram anular 49 campos de drogas instalados em 218 hectares com plantações ilegais de maconha.

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) informou que por meio da operação conjunta internacional "Nova Aliança XXVII" que vinha sendo desenvolvida pela Carteira Antidrogas e Polícia Federal do Brasil, com o apoio da Força Tarefa Conjunta (FTC), a Força Aérea do Paraguai e o Ministério Público conseguiram gerar um prejuízo avaliado em 20 milhões de dólares para associações criminosas dedicadas ao narcotráfico.

Conforme a polícia, 19.280 kg de maconha prontos em embalagens para transporte foram apreendidos e destruídos, além de 218 hectares da erva que foram destruídos. Com isso,  uma produção final potencial de cerca de 654 toneladas da droga foi eliminada.

Considerando apenas o valor da droga retirada de circulação em território paraguaio, estima-se uma perda de lucro para as finanças das estruturas responsáveis pela referida produção ilícita de aproximadamente 20 milhões de dólares. No mercado brasileiro, o valor seria pelo menos três vezes maior.

Nos primeiros dias das incursões, na companhia do procurador Celso Morales, as tarefas centraram-se nas localidades de Cadete Boquerón, Cerro Kuatia e Rosalina localizadas na zona de Capitán Bado. Nos dias seguintes, as intervenções foram realizadas em María Auxiliadora e Chirigüelo em Pedro Juan Caballero. 

Todas as zonas mencionadas concentram extensas áreas de cultivos ilícitos.