O novo decreto do toque de recolher em Mato Grosso do Sul que seria publicado na edição desta quarta-feira (10) do Diário Oficial não foi ao ar. Sob forte pressão de empresários donos de bares, restaurantes e líderes religiosos, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deve voltar atrás em relação às restrições a partir das 20h e prorrogá-las para às 21h, segundo fontes consultadas pelo Jornal Midiamax. 

Nesta quarta, após o decreto ‘vazar’ e circular por grupos de servidores públicos e empresários nas redes sociais, diversos setores emitiram notas e foram até a Governadoria reclamar das medidas, que seriam anunciadas sem aviso prévio.

Pastores, principalmente, reclamam do horário dos cultos religiosos, que acabam após às 20h. Deputado estadual, Herculano Borges (SD) destacou que as lideranças religiosas chegaram a classificar o decreto como ‘fake news’, incrédulas da decisão do executivo estadual sobre o horário.

Usualmente disponível a partir das 7h30, o Diário Oficial e outros dois suplementos só foram disponibilizados após às 11h nesta quarta, sem as medidas. Durante a transmissão do Boletim do Coronavírus, o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende confirmou que as medidas circuladas serão tomadas, mas que falta apenas ‘bater o martelo’ sobre a questão do horário [do toque de recolher], que foi muito questionada.

Medidas
Pelo documento que circula nos grupos de redes sociais, durante o horário do toque de recolher poderão funcionar somente os serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de delivery, farmácias, funerárias, postos de gasolinas e indústrias.

O suposto decreto também prevê os horários das atividades e serviços que não são classificados como essencial. Aos sábados, as atividades e serviços não consideradas como essenciais poderão manter-se em funcionamento e abertos ao público das 5 às 16 horas. Já aos domingos, fica proibido o funcionamento e a abertura ao público.

Durante os horários e dias de funcionamento das atividades e serviços, o estabelecimento deverá observar a limitação de atendimento de no máximo 50% da sua capacidade instalada, e o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas presentes no local.