Uma das pioneiras na introdução da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e da fertilização in vitro (FIV) no Brasil, a Carpa Serrana é referência nacional em seleção de elite em Nelore PO. “Nossa seleção busca animais produtivos, de grande desempenho frigorífico, sem perder as características raciais. O gado comercial, como determina o lema da Carpa, é 100% Nelore”, afirma Eduardo Biagi, titular da Carpa Serrana. A gigante da pecuária, com um rebanho de pouco mais de 30 mil cabeças de gado, propriedade é referência e está localizada em Barra do Garça, no estado do Mato Grosso. Produtor quebrou o recorde e negociou cerca de 8 mil bezerros.

“A Carpa foi uma das pioneiras na utilização de inseminação artificial (IA) e a primeira a conseguir realizar uma transferência de embriões no Brasil com material genético trazido da Alemanha”, informa o empresário, lembrando que, à época, o procedimento foi executado na Fazendinha pelo dr. Valter Becker; Pouco depois desse feito, um amplo programa de transferência de embriões (TE) foi estruturado a partir de 1990. Tanto Duda como o professor Baruselli acreditam que cifras abaixo de R$ 1 mil pelo bezerro dificilmente devem retornar nos próximos dois anos. Vencido o ciclo atual, de poucas matrizes gerando filhos, pode até diminuir o valor, hoje ao redor de R$ 2.800, R$ 3 mil por cabeça, mas a queda de preços não será intensa. Duda acredita que o mercado externo de carne vai continuar com demanda forte e dará sustentação ao preço do bezerro.

Preço da reposição Segundo o app da Agrobrazil, o pecuarista de Monte Castelo/SP, informou negociação de bezerros, sem raça definida, com peso médio de 210 kg pelo valor de R$ 3.500,00/cab. Segundo a tabela abaixo, os preços fecharam o mês de fevereiro em alta, com valorização de quase R$ 100,00/cab nas praças paulistas!

Mesmo assim, a oferta de bezerros não dá conta. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) mostram que, nos últimos dez anos, a cotação da cria valorizou 177%, enquanto o preço do boi gordo subiu 120%. O bezerro valia R$ 747,14 por cabeça em 2011e foi a R$2.076 em 2020, enquanto o boi gordo de 16,5 arrobas passou de R$ 1.700 para R$ 3.742 no período.

Lygia acredita que não há mais volta. “A cria não pode ficar para trás se quisermos melhorar o desfrute e correr atrás do espaço que falta para nos aproximarmos ainda mais do alto nível tecnológico observado na produção norte-americana, por exemplo.” Existem pecuaristas que acreditam que o caminho será vender lotes de bezerros comerciais diferenciados e avaliados, cuja genética já esteja direcionada para determinadas características, como o mercado de carne gourmet. Os invernistas em geral devem optar por animais cuja velocidade de ganho de peso seja o maior destaque.