O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL) afirma que o recrudescimento da pandemia em todo o mundo pode ser atribuído à negação ao tratamento precoce e às orientações para que as pessoas fiquem em casa tomando analgésicos, caso tenham sintomas de Covid-19.

“O verdadeiro negacionismo é ficar em casa esperando a falta de ar aparecer, fazendo uso de dipirona ou paracetamol. Esse tipo de orientação é crime contra a humanidade, digno do tribunal de Haia”, acusa o parlamentar, em vídeo publicado nas redes sociais.

Médico há 45 anos, Ovando diz que o mundo está enfrentando um dos piores momentos da pandemia, com hospitais lotados, sem leitos de UTI, porque parte daqueles que são responsáveis por transmitir as orientações ignora o tratamento precoce.

“Não há vacinas para todos. A União Europeia comprou 1,6 bilhão de doses há oito meses e as fábricas não conseguiram entregar até agora. A questão não é falta de dinheiro”, explica, ao destacar que o Brasil vacinou 3,36% da sua população contra 2,8% dos países europeus.

O deputado entende que a responsabilidade pelas medidas de prevenção e tratamento da Covid-19 é da União, Estados e municípios. “Cobrem o Supremo Tribunal Federal, que em abril de 2020 decidiu sobre isto: que o Governo federal não tinha autonomia para, sozinho, atuar sobre a pandemia e permitiu que governadores e prefeitos tomassem medidas”, ressalva.

Ovando atribui ainda o aumento de novos casos de Covid-19 às manipulações ideológicas, aos interesses econômicos dos grandes grupos farmacêuticos e a inexperiência dos que são, segundo ele, “escolhidos” para passar orientações à população.

Critica o uso de informações falsas de que medicamentos como hidroxicloroquina, Azitromicina, vitamina D e Dexametasona são tóxicos. “Pura ignorância. Os antibióticos modernos, como o ciprofloxacino, levofloxacino e moxifloxacino, são derivados da quinina, de onde provêm a cloroquina e a hidroxicloroquina”, explica.

O parlamentar garante que o tratamento precoce tem eficácia comprovada. “Existem muitos estudos que comprovam sua eficácia. Mas vamos considerar que não sejam convincentes para muitos. É só reportar à sabedoria de Hipócrates, que dizia: para males extremos só são eficazes os remédios intensos”, orienta.

Com assessoria de imprensa do parlamentar