Para reduzir custos é fundamental fazer uma varredura detalhada para descobrir onde estão as perdas e os ganhos

Para a safra 2021/22 o cenário para o setor sucroenergético é de preços remuneradores para os produtos da cana, mas com perspectivas de queda de produção em decorrência de menor incidência de chuvas e maior temperatura no decorrer do ano de 2020.

Quando cai o volume de matéria-prima, eleva-se o custo de produção da cana, reduzindo a competitividade do setor sucroenergético. O que exige maior empenho na busca por soluções que possibilitem tornar a atividade economicamente viável.

Para o engenheiro agrônomo Dib Nunes Jr., presidente do Grupo IDEA, é fundamental fazer uma varredura detalhada para descobrir onde estão as perdas e os ganhos. “Algumas das alternativas incluem renegociação de contratos, revisão de metas e orçamentos, redução do quadro de funcionários e dos custos fixos, capacitação de funcionários e melhoria da qualidade e eficácia operacional”, observa o consultor.

Mas, sobretudo, Dib ressalta a importância da introdução de novas tecnologias, pois o fator ATR – açúcar total recuperável – é um dos principais pilares da lucratividade. “No momento, a principal alavanca de produtividade é a introdução de variedades modernas, mais produtivas e adaptadas a diversas regiões. Além disso, temos observado grandes ganhos decorrentes da adoção de hormônios, estimulantes de crescimento, adubos foliares, fungicidas e de novos equipamentos, como incorporadores de palha, que estão devolvendo a vida ao solo.”