Nova Andradina
Adolescente de 14 anos morre após ser baleado em chacina em Nova Casa Verde
Morreu nesta quarta-feira (23) o adolescente Rian Matheus Franco Candia, de 14 anos, que estava internado em estado grave após ser atingido por disparos de arma de fogo durante a chacina que deixou três pessoas da mesma família mortas no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.
Segundo informações do site Vale do Ivinhema Rian foi baleado durante o ataque ocorrido no último sábado (19), dentro da residência da família. Ele chegou a ser socorrido e permaneceu internado, mas não resistiu aos ferimentos.
Na ação, morreram a mãe do adolescente, Eliane Franco, de 37 anos, a irmã Raissa Franco, de 21, e o padrasto Daniel Matos Alves, de 32. Um irmão de Rian, de apenas 5 anos, estava na residência e saiu ileso.
A morte do adolescente foi confirmada pelo tio, José Antônio, irmão de Eliane Franco. Segundo ele, a família está perplexa diante da tragédia.
Com a morte de Rian, apenas o irmão de 5 anos permanece vivo entre os filhos de Eliane.
Polícia investiga possível ordem de facção
A Polícia Civil investiga se o Comando Vermelho (CV) teria ordenado a execução da família. Segundo as investigações, depoimentos de suspeitos indicam que o ataque teria sido planejado e que os alvos foram identificados por meio de fotografias.
Os corpos das três vítimas mortas no local apresentavam marcas de tiros na cabeça e nas costas. Para a polícia, as características encontradas na cena são compatíveis com uma execução.
Quatro suspeitos foram presos: Karina Aparecida Chuba, de 34 anos; Bruno Gabriel Nunes Rocha, de 19; Carlos Kaike Antonio dos Santos, de 24; e Marcos Gabriel Antonio do Nascimento, de 22 anos. Um quinto investigado está foragido.
Suspeitos teriam recebido até R$ 7 mil
Durante os depoimentos, uma das investigadas relatou que teria ouvido homens planejando um ataque em Nova Casa Verde. Outro suspeito afirmou que dois homens armados foram até um imóvel usado pelo grupo e mostraram fotografias das pessoas que seriam procuradas.
Um dos investigados admitiu ter pilotado a motocicleta utilizada para levar o atirador e a arma até a residência das vítimas.
Uma das suspeitas também teria relatado que integrava a facção havia cerca de dois meses e que receberia até R$ 7 mil pela participação no crime. Segundo o depoimento, as ordens eram transmitidas por celular e os integrantes não tinham contato direto com os supostos líderes.
Polícia apura possível vingança entre facções
Outra linha investigada é a possibilidade de o crime estar relacionado a uma disputa entre facções criminosas.
Inicialmente, um dos presos teria afirmado que integrava o Comando Vermelho e que o ataque seria uma vingança pela morte de um comparsa, supostamente executado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante o interrogatório formal, porém, o suspeito negou integrar organização criminosa. A versão continua sendo investigada pela Polícia Civil.
Uma pichação com a sigla “CV” também foi encontrada no muro em frente à residência das vítimas. A polícia apura se existe relação entre a inscrição e o ataque.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer quem teria ordenado o crime e determinar a motivação para que a família fosse escolhida como alvo.





