Filho mata o próprio pai de 64 anos, por ele se recusar entregar uma caminhonete


Conhecido na região metropolitana de Goiânia como “Flávio do Bolo”, servidor administrativo da Polícia Civil confessou ter assassinado o próprio pai, João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, com um tiro na cabeça. 

Flávio Lourenço é uma figura amplamente conhecida em Bela Vista de Goiás, atuava em atividades religiosas, vendia bolos e já havia se candidatado a vereador na cidade. 

O pai dele, era motorista da Polícia Civil de Goiás e também bastante conhecido na corporação.

Segundo o delegado João Paulo Ferreira Mendes, responsável pelo caso, Flávio alugou uma arma de fogo na véspera do crime, atraiu o pai para uma emboscada e o matou com um tiro na cabeça após ele se recusar a entregar uma caminhonete Toyota Hilux. 

A motivação era patrimonial. “Ele queria mais precisamente a caminhonete que era do pai, que, segundo ele, seria uma cota de uma herança a que teria direito”, afirmou o delegado. 

Antes do homicídio, Flávio também teria pedido um Pix de R$ 4 mil ao pai. Diante da recusa, decidiu executar o plano.  O delegado foi direto: “Ele foi armado com um revólver calibre 38, já foi tudo premeditado.”

Flávio foi até a casa do pai acompanhado de um comparsa. Após a discussão sobre a caminhonete, atirou na lateral da cabeça do pai enquanto ele estava sentado. 

Em depoimento, chorou e tentou minimizar: “Foi um momento de loucura, um momento de ganância, sem pensar.”

Após o homicídio, ele retirou o corpo do local, arrastando-o envolto em lençóis e tapetes até a caminhonete, antes de descartá-lo em uma vala próxima a uma área de mata na divisa de Goiânia com Trindade. 

Flávio e o comparsa seguiram para Bela Vista de Goiás com dois veículos. O objetivo era vender rapidamente a Hilux, avaliada em aproximadamente R$ 90 mil, por apenas R$ 15 mil.

“Ele estava com muita pressa de obter dinheiro e se desfazer de qualquer vestígio do crime”, explicou o delegado. 

A negociação chegou a avançar, mas um possível comprador desconfiou do preço extremamente baixo e das circunstâncias envolvendo o veículo, desistindo da compra ao suspeitar que se tratava de produto de crime. 

O veículo acabou sendo vendido a um casal no dia seguinte ao sumiço do idoso, em Goiânia. 

Outros filhos de João foram até a residência e não encontraram o pai nem o veículo. 

A carteira dele estava no imóvel, mas dois cartões bancários e a caminhonete haviam desaparecido. A casa apresentava várias marcas de sangue. 

A família iniciou buscas nas redes sociais. João Lourenço estava desaparecido desde o sábado (13). O corpo foi encontrado em área de mata no município de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, após dois dias de buscas. 

Até o momento, seis pessoas foram presas.  Uma alugou a arma usada no crime. Três são investigadas por receptação do veículo. Uma sexta tentou encobrir um dos envolvidos. Um dos presos foi liberado após pagar fiança.

Credito Crimes e notícias