Se no Senado a proposta deve ser aprovada sem sobressaltos nesta terça-feira (23), na Câmara a PEC que prevê o adiamento das eleições municipais deste ano enfrentará dificuldades para ser aprovada. 

A matéria vem opondo lideranças de partidos do chamado Centrão, grupo que possui maioria entre os 513 deputados federais, e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

Contrários a adiar o pleito, líderes do bloco pressionam Maia a não colocar a proposta em votação. O presidente da Câmara, por sua vez, quer pautá-la e deixar que o Centrão peça publicamente a retirada de pauta.

Para lideranças do grupo, ao insistir em pautar a matéria, Maia quer fazer um aceno político ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defensor do adiamento do pleito.

O texto da PEC que irá à votação no Senado enfrenta resistências até mesmo entre os deputados favoráveis a adiar as eleições. O principal ponto de divergência é em relação à nova data do pleito.

Enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer que o primeiro e o segundo turnos aconteçam em 15 e 29 de novembro, respectivamente, deputados defendem as datas de 15 de novembro e 6 de dezembro.