Mato Grosso do Sul tem potencial turístico gigante, mas segue pouco explorado


Foto Crédito Campo Grande News

Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros com maior riqueza natural, mas ainda está longe de aproveitar todo o seu potencial turístico. Com rios abundantes, biodiversidade única e um dos biomas mais importantes do planeta, o estado poderia ser referência nacional em turismo de águas, pesca esportiva e ecoturismo.

Riqueza hídrica subaproveitada
O estado abriga uma das maiores bacias hidrográficas do país. O Rio Paraná, que faz divisa com Mato Grosso do Sul em grande parte de seu território, é um exemplo claro de potencial pouco explorado. Além dele, diversos rios cortam o estado e permanecem praticamente invisíveis do ponto de vista turístico.

Balneários estruturados, áreas públicas de lazer e projetos voltados à pesca esportiva são raros. Em outras regiões do Brasil, esse tipo de turismo movimenta a economia local, gera empregos e atrai visitantes durante todo o ano — algo que poderia ser replicado em municípios sul-mato-grossenses com planejamento e investimento.

Pesca esportiva e lazer como oportunidades
A pesca esportiva é um segmento em crescimento no Brasil e no mundo. Mato Grosso do Sul possui rios, espécies e paisagens ideais para esse tipo de atividade, mas ainda carece de regulamentação clara, infraestrutura adequada e promoção turística.

Com investimentos em acessos, segurança, sinalização, preservação ambiental e serviços, os rios do estado poderiam se tornar polos de lazer e turismo sustentável, beneficiando comunidades locais e fortalecendo a economia regional.

Pantanal e Vale das Águas: riqueza natural pouco acessível
O Pantanal sul-mato-grossense, especialmente a região conhecida como Vale das Águas, é um dos ecossistemas mais ricos do planeta. A fauna e a flora exuberantes despertam interesse de turistas, pesquisadores e amantes da natureza do mundo inteiro.

No entanto, a visitação ainda é limitada por falta de estrutura, logística e apoio ao empreendedor local. O ecoturismo, a observação de animais e o turismo educativo poderiam ser explorados de forma sustentável, respeitando o meio ambiente e gerando renda para a população.

Falta de planejamento e incentivo
A ausência de políticas públicas integradas, aliada à burocracia e à falta de incentivos, dificulta o desenvolvimento do turismo em Mato Grosso do Sul. Municípios com grande potencial acabam sem recursos para estruturar projetos, enquanto investidores encontram obstáculos para implementar iniciativas de médio e grande porte.

Especialistas defendem que o turismo sustentável pode se tornar uma das principais matrizes econômicas do estado, desde que haja planejamento, investimentos e valorização das comunidades locais.

Um futuro possível para o turismo em MS
Mato Grosso do Sul tem todos os elementos para se consolidar como um grande destino turístico nacional e internacional. Com visão estratégica, infraestrutura adequada e promoção eficiente, o estado pode transformar sua riqueza natural em desenvolvimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental.

Explorar esse potencial de forma responsável não é apenas uma oportunidade — é uma necessidade para o futuro do estado.

Turismo em crescimento — mas pode ir muito além
Dados oficiais mostram que o setor turístico de Mato Grosso do Sul vem se recuperando e até crescendo. Em 2023, o estado atraiu 250 mil viagens domésticas, movimentando cerca de R$ 361 milhões na economia local — um aumento de 81% em relação ao ano anterior.

Os visitantes internacionais também cresceram: em 2024, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 73,4 mil turistas internacionais, um crescimento em relação a anos anteriores e um reflexo dos esforços de promoção do destino.

Em 2025, só em janeiro, mais de 14 mil estrangeiros visitaram o estado, um aumento de cerca de 12% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Além disso, entre janeiro e março de 2025 o faturamento do turismo no estado cresceu 11,7%, colocando Mato Grosso do Sul entre os seis estados brasileiros com maior avanço no setor neste período.

Hospitalidade como diferencial do destino
O estado foi eleito líder nacional em índice de hospitalidade, com 99,8% de aprovação entre turistas internacionais em pesquisas do Ministério do Turismo — o maior índice entre os 17 estados avaliados.

Esse reconhecimento destaca a receptividade do povo sul-mato-grossense e cria um diferencial competitivo importante no turismo de experiência, algo que pode ser ainda mais explorado com investimentos em infraestrutura.

Rios, pesca e natureza: potencial ainda pouco aproveitado
Apesar desses números positivos, grande parte do potencial turístico do estado ainda não foi plenamente explorado.

Mato Grosso do Sul possui uma extensa rede de rios, incluindo grandes cursos como o Rio Paraná, que percorre parte de sua divisa e poderia ser cenário ideal para balneários estruturados, pesca esportiva e atividades aquáticas — segmentos que hoje são quase inexistentes na maioria dos municípios.

Enquanto destinos como Bonito e o Pantanal já atraem visitantes por sua beleza e ecoturismo, outras regiões com rios e paisagens naturais permanecem sem estrutura adequada, sinalização ou promoção, o que limita seu alcance turístico.

O Pantanal e o Vale das Águas como grandes oportunidades
O Pantanal sul-mato-grossense, conhecido internacionalmente por sua biodiversidade e paisagens únicas, segue sendo um dos principais atrativos do estado. Bonito e Serra da Bodoquena, por exemplo, já são reconhecidos nacional e internacionalmente por ecoturismo e turismo de aventura.

Ainda assim, muitas áreas ribeirinhas, matas ciliares e afluentes do Pantanal — como o chamado Vale das Águas — permanecem pouco visitados e fora das principais rotas turísticas, principalmente por falta de infraestrutura e apoio técnico.

Infraestrutura e apoio ainda insuficientes
Especialistas e produtores locais apontam que o crescimento do turismo ainda esbarra em desafios estruturais:

- falta de infraestrutura de acesso a pontos naturais
- ausência de balneários públicos ou privados organizados
- fraca oferta de serviços de pesca esportiva e atividades aquáticas
- promoção turística insuficiente para roteiros menos conhecidos
Esses gargalos impedem que Mato Grosso do Sul explore de maneira sustentável e competitiva todas as suas potencialidades.

Um futuro promissor — com mais incentivos
Para ampliar o impacto econômico e social do turismo, Mato Grosso do Sul poderia investir em:

- criação de roteiros integrados de água, natureza e cultura
- incentivos a empreendedres locais e guias de pesca esportiva
- infraestrutura para balneários e áreas de lazer fluviais
- promoção turística nacional e internacional direcionada a nichos, como pesca esportiva e turismo rural
Com esses pontos fortalecidos, o estado não só manteria o crescimento recente como se tornaria um referência nacional em turismo sustentável, de água e de natureza, aproveitando ao máximo seus rios, biomas e hospitalidade reconhecida.

Matéria Crédito VPA agência de publicidades e noticias