Política
Bolsonaro alega ‘certa paranoia’ e nega tentativa de fuga em audiência de custódia
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ter tido uma “certa paranoia” devido a medicamentos durante a audiência de custódia realizada neste domingo (23), em Brasília. A sessão, conduzida por videoconferência às 12h, foi presidida por um juiz auxiliar.
Apesar disso, o ex-chefe do Executivo seguirá preso até que os ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidam sobre a manutenção da prisão. A análise está marcada para esta segunda-feira (24), em plenário virtual, entre 8h e 20h.
Durante a audiência, Bolsonaro não apontou “qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais” responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão.”
Apesar de ter admitido que mexeu na tornozeleira, o ex-presidente pontuou que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta [da tornozeleira].”
Segundo Bolsonaro, ele estava com uma “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, e por isso tentava abrir a tampa “com um ferro de soldar.”
Ele também afirmou que começou a mexer com a tornozeleira tarde da noite e “parou por volta de meia-noite.”
Prisão mantida
O documento destaca que, “diante de todo o exposto, inexistindo requerimentos que reclamem decisão por parte desta juíza auxiliar”, e considerando que o custodiado afirmou “não ter havido qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais”, além do “cumprimento das formalidades legais e regulamentares, a juíza auxiliar decidiu homologar o cumprimento do mandado de prisão.






