Pedro Castillo, presidente do Peru que sofreu impeachment nesta quarta-feira (7), foi detido pela Polícia Nacional do Peru, após fazer uma tentativa frustrada de golpe de Estado. A informação foi confirmada por Lourival Sant’Anna, analista de Internacional da CNN.
De acordo com fontes da CNN, Castillo está na prefeitura de Lima. A Polícia Nacional do Peru chegou a publicar uma foto do ex-mandatário com policiais em uma sala, mas apagou a publicação.
A crise política no Peru se agravou nesta quarta, quando Castillo dissolveu temporariamente o Congresso horas antes de uma moção de vacância (o equivalente a um processo de impeachment) ser votada contra ele.
Apesar da medida, o Parlamento realizou a moção de censura e aprovou a deposição do político.
Ele foi uma grande surpresa no primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, um país com eleitores profundamente decepcionados com seus políticos tradicionais.
O presidente eleito em julho de 2021 ficou conhecido no cenário nacional em 2017, após liderar uma greve de professores de quase três meses exigindo aumento de salários. Na campanha eleitoral, ele prometeu um aumento para professores do sistema público.
No início da campanha, Castillo chegou a prometer desativar o Tribunal Constitucional. Ele dizia que a Suprema Corte do país defendia a "grande corrupção". Ele também ameaçou fechar o Congresso se os parlamentares não aceitassem seus planos.
Ao longo da corrida presidencial, no entanto, Castillo mudou de tom e prometeu seguir a Constituição "enquanto ela estiver em vigor", mas disse que iria buscar uma nova Assembleia Constituinte se fosse eleito.
Em relação aos costumes, Castillo adotou postura mais conservadora: se recusou a legalizar o aborto, foi contra o "enfoque de gênero" na educação e relutou em reconhecer os direitos de minorias sexuais.
Depois das eleições, o então líder peruano declarou que não ser comunista — em resposta a uma das alegações feitas pelos apoiadores de Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru.





