O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que determinará às Forças Armadas o fechamento de seções eleitorais em que for proibido votar usando as cores verde e amarelo. Não há, contudo, qualquer vedação como a citada pelo presidente, que se baseou na notícia sobre uma proposta levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tratava sobre trajes de mesários. A sugestão, já descartada pelo presidente da Corte, Alexandre de Moraes, era para que as pessoas que forem trabalhar no dia da eleição não pudessem utilizar camisas da seleção brasileira de futebol.
— Estou convidando a todos, voluntariamente, votar com a camisa verde e amarelo. O que as Forças Armadas puderem garantir vocês votarem com verde e amarelo vai ser garantido. Vou determinar as Forças Armadas, que vão participar da segurança, qualquer seção eleitoral que for proibido de entrar com a camisa verde e amarelo não vai ter eleição naquela seção.

A lei eleitoral permite que eleitores utilizem camisetas ou outros adereços — como bonés e broches — de seus partidos ou candidatos preferidos. A legislação, contudo, proíbe que servidores da Justiça Eleitoral e os mesários usem “vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato”.

Em uma live, Bolsonaro ainda confrontou Moraes e afirmou que o presidente do TSE temia que o "mundo" visse as imagens do Brasil "indo votar de verde e amarelo" e aparecesse uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário na corrida pelo Palácio do Planalto, no primeiro turno.
— Estamos numa democracia ou no estado do Alexandre de Moraes? Está com medo do que? Que o mundo vai mostrar imagens do Brasil indo votar de verde e amarelo e qual é a preocupação, Alexandre? É que apareça o Lula ganhando no primeiro turno? — indagou.