Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, morador de Hortolândia (SP), que ganhou R$ 47,1 milhões na Mega-Sena em 2020, sequestrado nessa terça-feira (13), foi torturado e morreu após nao resistir os ferimentos.

A vítima, foi localizada às margens da Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), no Jardim São Pedro, em Hortolândia, na manhã desta quarta-feira (14), com vários hematomas no corpo, e chegou a ser levada ao Hospital Mário Covas, mas não resistiu.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos tentaram realizar uma transferência no valor de R$ 3 milhões da conta de Jonas, mas não conseguiram. No entanto, fizeram dois saques, no valor de R$ 2 mil, no total, em uma agência bancária de Monte Mor, além de um pix de R$ 18,6 mil.

O boletim de ocorrência foi registrado na delegacia de Hortolândia, mas o caso será apurado pelo Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Piracicaba.

“Todas as diligências estão sendo realizadas e certamente conseguiremos chegar até os criminosos. Caso seja necessário, vou avocar o inquérito para ser conduzido diretamente pelo Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior)”, afirma o diretor do departamento, Kléber Antonio Torquato Altale.

De acordo com a Polícia Civil, o irmão da vítima, acompanhado da advogada da família, informou que foi avisado por um funcionário do hospital de que Jonas foi levado à unidade por uma ambulância da concessionária AutoBAn e que, naquele momento, estava passando por procedimentos médicos.

Quando chegaram ao hospital, a vítima estava intubada, mas morreu momentos depois. O médico Eduardo Simões Gaidão apontou como causa da morte traumatismo craniano encefálico.

O funcionário entregou a carteira com os documentos da vítima, mas o familiar percebeu a falta do cartão de débito da Caixa Econômica Federal, da agência de Monte Mor.

A advogada da família informou à polícia que, no dia anterior, a vítima saiu de casa pela manhã para caminhar pelo bairro, como normalmente fazia com frequência, levando apenas sua carteira e documentos.

Ao final da tarde, como Jonas estava sem celular e não fez nenhum contato, os familiares decidiram por registrar uma ocorrência de desaparecimento na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, mas num primeiro momento, por falta de informações, o registro acabou sendo recusado.

Logo pela manhã, a advogada conseguiu mais informações e registrou o boletim de ocorrência sobre desaparecimento pela internet.

Como sabia que a vítima tinha um valor considerável em duas contas da Caixa, a advogada resolveu avisar ao gerente das contas, que contou que a vítima teria feito contato por WhatsApp, por volta das 14h de terça-feira (13), solicitando uma transferência de R$ 3 milhões de sua conta, na agência de Monte Mor, repassando para quem seria o valor.

No entanto, como a gerente que cuida da conta da vítima estava de férias e como não foi informado a destinação do dinheiro, a transferência não foi autorizada.

De acordo com o boletim de ocorrência, a gerência do banco ainda confirmou para a advogada os saques e o pix que foram realizados na conta.

Após o registro do caso, os policiais civis apuraram com os funcionários da concessionária que a vítima foi deixada perto da alça de acesso da SP-101 para a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348).

Uma equipe da polícia foi ao local, mas não encontrou nenhum vestígio ou sinal de interesse da investigação, visto que eventuais “evidências” que poderiam ser encontradas foram comprometidas, em decorrência da chuva que durou toda a madrugada e manhã.