Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira na Federação Paulista de Futebol, os clubes decidiram suspender o Paulistão por tempo indeterminado para tentar conter o avanço do Covid-19 no Brasil.

A reunião durou quase duas horas. Os clubes do interior defendiam a continuidade do Paulistão com portões fechados até o final da primeira fase, mas Palmeiras, São Paulo e Corinthians defenderam a paralisação imediata. O presidente do Santos, José Carlos Peres, chegou indeciso ao encontro, mas votou pela paralisação.

A última partida da competição será o clássico de Campinas entre Guarani e Ponte Preta, nesta segunda.

Em nota oficial, a entidade afirmou o seguinte:
"A Federação Paulista de Futebol vem a público informar o resultado da reunião entre os presidentes de clubes do Paulistão Sicredi 2020, com a presença do Sindicato de Atletas Profissionais de São Paulo, sobre a pandemia do novo Coronavírus.
Os clubes votaram e decidiram em consenso pela paralisação da competição. Dessa maneira, a FPF anuncia que, a partir desta terça-feira (18), as partidas do Paulistão Sicredi 2020 estão suspensas por prazo indeterminado."
Na saída do encontro, o presidente do Santos, José Carlos Peres, disse que a ideia é analisar a decisão a cada sete dias.
- Todos nós temos responsabilidades. Tomamos a decisão também para servir de exemplo para outras categorias pararem. (...) Vamos fazer uma avaliação a cada sete dias.

O Ministério da Saúde já havia orientado que eventos esportivos de grandes aglomerações só fossem realizados com portões fechados caso não houvesse tempo hábil para adiá-los ou cancelá-los. Assim, a última rodada foi mantida, com portões fechados em três jogos - além do Dérbi de Campinas, o clássico São Paulo x Santos e a partida entre Corinthians e Ituano, realizados na capital, onde há mais casos de contaminação. Os demais jogos tiveram presença de público.