A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) criticou nesta quarta-feira o encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente da França, Emmanuel Macron, e classificou a reunião como uma “falta de apreço pela diplomacia”. Para a parlamentar, uma das mais próximas de Jair Bolsonaro, o evento foi organizado “afim de criar um ambiente de desconforto”. Entre os apoiadores de Lula, no entanto, o movimento foi entendido como um amplo sinal de prestígio para o petista.

Na sequência, a deputada também criticou o ex-presidente Lula e afirmou que a população francesa “não se sentirá representada” após o encontro dos dois políticos.

“A população francesa é madura, tem apreço pela democracia e não se sentirá representada por um Presidente que se relaciona com um ex-condenado e que ainda responde a vários processos por corrupção”, completou a parlamentar.

Outro parlamentar ligado ao presidente da República, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) também criticou o encontro. Para ele, críticas a Bolsonaro estiveram em pauta, assim como a Amazônia, outro ponto de atrito entre bolsonaristas e o presidente francês.

“Alguém acredita em uma reunião positiva entre Macron e Lula? Só pode haver dois assuntos: como destruir a Amazônia e como derrubar Bolsonaro”, publicou.

Já entre os apoiadores do petista, o encontro entre Lula e Macron foi bastante comemorado. A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), ressaltou o prestígio do ex-presidente em nível internacional. Já o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) destacou que Lula foi "recebido por Macron com protocolo de chefe de Estado em Paris”.

Macron é um dos principais antagonistas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na União Europeia. A recepção dada por ele a Lula contrasta com a relação do francês com seu par brasileiro — durante a última cúpula do G20, em Roma, no final de outubro, os dois líderes pouco interagiram. Em contrapartida, o presidente francês — cuja mulher já foi alvo de ofensas pessoais de Bolsonaro — recebeu o petista seguindo o protocolo comumente reservado a chefes de Estados.