Estas são imagens obtidas durante o trabalho de inteligência da SENAD e compartilhada com a polícia federal há dias. Aqui todos reunidos com armas de grosso calibre em uma das casas ontem.
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Durante a presença dos intervenientes ontem, essa propriedade estava vazia porque todos passaram para o território brasileiro onde os objetivos principais foram detidos.
Fonte: SENAD

 

Integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o paulista Anderson Meneses de Paula, o “Tuca”, 32, preso domingo (3) em Ponta Porã  era o atual chefe do grupo de extermínio autodenominado “Justiceiros da Fronteira”. A informação é de fontes da polícia paraguaia. 

Segundo a investigação, Anderson comandou a matança dos últimos meses na linha internacional. Pelo menos 20 pessoas foram executadas. Algumas vítimas foram decapitadas e tiveram os corpos embalados em sacos plásticos.

“Tuca” foi preso durante a Operação Escritório do Crime, deflagrada pela Polícia Federal. Ele, a mulher, Francisca Kely Lima da Silva, 27, e outros dois bandidos foram localizados em Ponta Porã ao mesmo tempo em que agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) vasculhavam os esconderijos do PCC em Pedro Juan Caballero.

Segundo o serviço de inteligência da Senad, Anderson de Paula estava na fronteira para assumir o comando do PCC em Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, para substituir o também paulista Weslley Neres dos Santos, 35, o “Bebezão”.

Preso em março deste ano no lado paraguaio e atualmente recolhido na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), “Bebezão” tinha assumido o posto em janeiro, depois da prisão de Giovani Barbosa da Silva, o “Bonitão”. Giovani tinha substituído Levi Adriani Felício, o “Patrón”, preso em outubro de 2019.

Fontes da polícia paraguaia afirmam que Anderson de Paula vinha operando na linha entre as duas cidades-gêmeas como “cabeça” do novo grupo “Justiceiros da Fronteira”, mas ainda sem o rótulo de líder do PCC. No fim semana em que foi preso, ele estaria se preparando para assumir o posto de forma oficial.

Conforme policiais paraguaios, Anderson de Paula, o “Tuca”, assumiria o posto com a missão de reativar as rotas de tráfico, principalmente, de cocaína trazida da Bolívia e do Peru para o Paraguai e depois enviada para o Brasil e Europa. 

Ele foi escolhido pela alta cúpula da facção para assumir o posto, mas o bandido já estava na mira da Polícia Federal brasileira. Fontes da fronteira afirmam que os agentes da PF acompanhavam a movimentação de “Tuca” em tempo real desde sua saída de São Paulo e o prenderam quando se preparava para cruzar a fronteira.

Segundo a Senad, Anderson estava acompanhado de dois importantes soldados do PCC na fronteira, Willian Meira do Nascimento, o “Bruxo” ou “Willian Demônio”, e o paraguaio Alfredo Giménez Larrea, que também foram presos. 

 

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Anderson de Paula e a mulher passeando em Pedro Juan Caballero. (Foto: ABC Color)