Neste sábado (12), Mato Grosso do Sul atingiu 1.000.451 de pessoas vacinadas contra a Covid-19. Isso representa 35,61% da população inteira do Estado imunizada pelo menos com a primeira dose.

Em momento de superlotação de leitos e avanço da doença no Estado, a marca de 1 milhão é a esperança de uma população inteira vacinada. Os dados são do Vacinômetro da SES (Secretaria de Estado de Saúde), atualizado às 11h30 deste sábado (12).

No Estado, 388.239 pessoas foram vacinadas com a segunda dose contra a Covid-19. Assim, 13,82% da população total de MS já está completamente vacinada.

Do público da meta definida pela SES, 77,87% tomou a primeira dose e 30,22%, o reforço vacinal. Foram aplicadas 1.388.690 doses em todo o Estado, das 1.447.560 enviadas pelo Ministério da Saúde.

Nos últimos 30 dias, MS vacinou 335.048 pessoas com a primeira dose. No mesmo período, 136.139 pessoas completaram a vacinação com o reforço do imunizante.

Diariamente, cerca de 15,7 mil pessoas são vacinadas contra o coronavírus no Estado. Por fim, vale lembrar que MS tem se mantido como o primeiro na aplicação de imunizantes contra a Covid-19 no Brasil.

Avanço da Covid-19 no Estado
Apesar do grande número de vacinados, MS enfrenta momento crítico da Covid-19 e avanço da doença. Junho pode se tornar o mês mais letal da pandemia do coronavírus no Estado. Nos 10 primeiros dias do mês, já foram registradas 377 mortes por covid, número 74% maior que o verificado em 10 de maio, quando a SES informava 216 óbitos.

Até o momento, o mês mais mortal da pandemia em MS foi abril, que totalizou 1.393 vidas perdidas para o coronavírus. Para ter uma ideia da gravidade da situação, do dia 1º a 10 de abril, foram contabilizadas 399 mortes, apenas 22 a mais que o registrado em junho até agora.

Além disso, MS está com superlotação dos leitos. Desde o início do mês, o Estado se mantém com mais de 100% de ocupações das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) exclusivas para Covid-19. Assim, pacientes são atendidos além da capacidade hospitalar.

Do dia 1º ao dia 10 de junho, o Estado bateu duas vezes o pico de pessoas internadas ao mesmo tempo com covid, chegando a 1.339 em apenas um dia. Com a Saúde em colapso, situação reconhecida pela primeira vez pelo governo estadual, MS começou a tranferir pacientes para tratamento da doença em outras federações. 

De acordo com a SES, até a última sexta-feira (11), 29 pessoas foram levadas para tratamento da Covid-19 em outros estados. Apesar dos esforços, a fila de pacientes à espera de uma vaga em UTI só cresce e atingiu 291 esta semana, colocando o estado com uma das maiores filas de espera do país, atrás apenas do Paraná e Minas Gerais e à frente até de São Paulo.

Lockdown para frear a pandemia
Como alternativa para controlar o avanço da pandemia, o Governo do Estado decretou sistema semelhante ao lockdown para Campo Grande e outras 42 cidades classificadas com bandeira cinza e extremo risco de Covid-19. As classificações foram definidas pelo Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança na Economia).

Assim, apenas comércios considerados como essenciais podem funcionar na Capital e outros municípios de bandeira cinza. As medidas são válidas a partir deste domingo (13), quando o toque de recolher passa a ser das 20h às 5h em Campo Grande e mais 42 cidades de MS. 

De acordo com o decreto publicado em Diário Oficial desta quinta-feira (10), levou-se em consideração pedido dos prefeitos realizado em reunião na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul). Os gestores pediram medidas mais restritivas para conter o avanço da pandemia no Estado, que ocupa há mais de uma semana o posto de estado com maior aumento percentual na média móvel de mortes do país.