Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participou, nesta terça, da reunião de governadores com o ministro da Economia Paulo Guedes, em Brasília. Grupo foi para o encontro com uma saia justa para administrar: a provocação feita pelo presidente Bolsonaro, que desafiou governadores a reduzir o ICMS em seus estados. 'O ministro nos disse que entende esse tema como sendo parte da reforma tributária e do pacto federativo', disse o governador, em entrevista à CBN. Para Caiado, é inviável reduzir bruscamente o valor do imposto. 'Nenhum estado aguenta. Já passamos por enorme dificuldade fiscal'.

Caiado tentou minimizar a controvérsia provocada por Bolsonaro com o 'desafio' feito aos governadores. 'Isso é matéria vencida. O importante é ressaltar que nenhum governador atravessa uma crise fiscal em seu estado sem o apoio da União. Em Goiás, por exemplo, tenho a humildade de dizer que não consigo superar. Já temos problemas demais'. Disse que não é hora de repisar problemas ou dificultar diálogos.

Caiado ainda comentou a situação dos brasileiros repatriados, que foram recebidos no estado de Goiás, onde estão em quarentena na cidade de Anápolis. 'Estado deu exemplo de solidariedade e de brasilidade. Não se constrói um país com pessoas que têm a ideia de que o cidadão é um cifrão'.

Sobre a expectativa pela tramitação da reforma tributária, o governador goiano afirmou que é preciso ter celeridade para avançar na análise. E minimizou a questão em torno da 'paternidade' do projeto. 'Quanto mais rápido tramitar, melhor'. Estados, no entanto, estarão atentos às perdas que poderão ter com o texto. Ele admite que o processo eleitoral deste ano pode ser um obstáculo para esta celeridade.