Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa, deixou claro que não existe estudo no mundo que sugira que a cloroquina possa ter efeito contra Covid-19.
Confirmou que, em uma reunião presidencial, cogitou-se mudar a bula da cloroquina, algo ilegal que o fez ter uma reação “brusca” e “deseducada”.

Afirmou que, ao contrário do que se acreditava, não compareceu a manifestação golpista, foi ao Palácio por outro motivo, e que, se tivesse refletido melhor, teria ido outro dia.
Explicou que, na saúde, qualquer ação deve ser pautada pela ciência, não existe essa história de “um manda, o outro obedece”.

E declarou que a conduta do presidente Bolsonaro vai contra o interesse público e recomendou que a população não se oriente por ela.
Antonio Barra Torres deu uma aula de como deve se portar um administrador público, e, no processo, causou mais desgaste a Bolsonaro do que Henrique Mandetta jamais conseguiria.

Se Barra Torres fosse ministro da Saúde, o número de mortos por Covid seria significativamente menor. Naturalmente, se fosse ministro, teria durado no cargo menos tempo do que Nelson Teich.
Aliás, depois de seu depoimento na CPI, Barra Torres só permanece presidente da Anvisa porque tem mandato fixo e não pode ser demitido.