Boi: arroba cai 1,3% na semana em São Paulo
Milho: saca fica estável ainda tentando romper R$ 100 no Cepea
Soja: preços reagem no Brasil com dólar e alta em Chicago
Café: arábica tem nova queda em Nova York
No exterior: mercado de trabalho nos Estados Unidos é destaque
No Brasil: dólar recua pela quarta semana consecutiva
Agenda:
Brasil: relatório focus (Banco Central)
Brasil: balança comercial de abril
EUA: inspeções de exportação semanal (USDA)
Boi: arroba cai 1,3% na semana em São Paulo
A arroba do boi gordo negociada em São Paulo recuou de R$ 315 para R$ 311 na comparação semanal, segundo o levantamento diário de preços da consultoria Safras & Mercado. A deterioração das pastagens por causa do tempo mais seco segue diminuindo a capacidade de retenção do pecuarista e, com isso, a oferta tem melhora relevante para o mercado.

No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 voltaram a registrar leves altas nas pontas mais curtas, mas recuaram nas mais longas. O vencimento para abril passou de R$ 312,25 para R$ 313,25, o para maio foi de R$ 306,20 para R$ 306,80 e o para outubro caiu de R$ 330 para R$ 329,45 por arroba.

Milho: saca fica estável ainda tentando romper R$ 100 no Cepea
O indicador do milho do Cepea, calculado com base nos preços praticados em Campinas (SP), ficou praticamente estável e segue tentando romper R$ 100 por saca. A cotação variou -0,02% em relação ao dia anterior e passou de R$ 99,78 para R$ 99,76 por saca. Portanto, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 26,84%, e em 12 meses, os preços alcançaram 106,33% de valorização.

Na B3, os contratos futuros do milho se recuperaram parcialmente após dois dias de forte baixa. O vencimento para maio passou de R$ 101,52 para R$ 103,20 e o para julho foi de R$ 102,76 para R$ 103,92 por saca.

Soja: preços reagem no Brasil com dólar e alta em Chicago
O mercado brasileiro de soja mostrou reação na esteira da recuperação do dólar em relação ao real e com o movimento de forte alta em Chicago. Ainda assim, de acordo com a Safras & Mercado, os negócios foram escassos novamente, seguindo o padrão observado durante toda a semana. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 173 para R$ 174, e no porto de Paranaguá (PR), foi de R$ 176 para R$ 180.

Em Chicago, após alguns dias de queda em virtude de realização de lucros, a forte demanda pela oleaginosa norte-americana e apreensão climática geraram alta expressiva de toda a curva de contratos. O vencimento para julho subiu 2,13% e ficou cotado a US$ 15,342 por bushel.

Café: arábica tem nova queda em Nova York
Em Nova York, as cotações do café arábica tiveram o terceiro dia consecutivo de preços mais baixos após atingirem o maior patamar desde 2017. A recuperação do dólar em relação ao real ajudou no movimento dos contratos. O vencimento para julho fechou o dia com queda de 1,08% e ficou cotado a US$ 1,4145 por libra-peso.

No Brasil, o indicador do café arábica do Cepea recuou com o mercado no exterior mais do que compensando a queda do dólar contra o real. A cotação variou -0,79% em relação ao dia anterior e passou de R$ 788,8 para R$ 782,59 por saca. Dessa forma, no acumulado do ano, o indicador valorizou 28,99%. Em 12 meses, os preços alcançaram 36,57% de alta.

No exterior: mercado de trabalho nos EUA é destaque
A agenda econômica do exterior nesta semana tem como destaques os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos. Na quarta-feira, 5, saem os números de empregos criados pelo setor privado, e na sexta-feira, 7, a criação de vagas na economia norte-americana e a taxa de desemprego, sendo todos os dados referentes a abril.

As bolsas nos Estados Unidos tiveram uma semana em que ficaram praticamente estáveis. Se por um lado, o anúncio de que o governo Biden pretende aumentar os impostos de ganhos de capital prejudicou os ativos, por outro, os bons resultados corporativos e o Banco Central não alterando as sinalizações de política monetária geraram ganhos.

No Brasil: dólar recua pela quarta semana consecutiva
O dólar comercial recuou pela quarta semana consecutiva apoiado pela queda da moeda no cenário externo e pela parcial definição do embate político em relação ao Orçamento de 2021. A cotação caiu 1,19% na comparação semanal e passou de R$ 5,4973 para R$ 5,4320, sendo que chegou a operar perto de R$ 5,30 na última quinta-feira, 29.

Na agenda econômica desta semana, o grande destaque será a reunião de política monetária do Banco Central entre terça e quarta-feira. A comunicação do BC é de que a taxa Selic será elevada em 0,75 ponto percentual e os investidores não esperam grandes surpresas em relação a isso. Portanto, a principal expectativa estará localizada no comunicado divulgado após a decisão que pode sinalizar mais um aumento de 0,75 ponto percentual para a próxima reunião.