Classificada em bandeira cinza para o risco de alto contágio de covid-19, Campo Grande deve tomar novas decisões em relação ao endurecimento de medidas para tentar conter a onda de casos da doença. O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, se reuniu com o prefeito da Capital Marquinhos Trad (PSD) e o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), José Mauro Filho para avaliar o assunto nesta manhã. 

Ambos admitiram que ainda hoje podem vir medidas nesse sentido, sem detalhamento. 

Entrando na classificação do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia) como única cidade em bandeira cinza, a Capital recebeu recomendação do governo para “fechar tudo”. Ao Campo Grande News, Resende admitiu que houve apoio de Trad para medidas que serão construídas em conjunto.

“Mostramos o quadro que temos hoje no Estado para fazermos avaliações e tomar decisões conjuntas. Tive por parte do prefeito todo o apoio para as medidas que viemos construir juntos”, Geraldo explicou.

Ainda sem dizer quais são as medidas, Resende relatou que as novas medidas devem ser tomadas a partir de hoje. “A partir de hoje tomar medidas em conjunto”, completa. Na opinião de Resende, houve negligência de parcela significativa da população e, por isso, com medidas mais duras, a população deve reagir em conjunto com as políticas contra a pandemia.

“Se for tomar medidas mais duras, elas precisam ser obedecidas sob pena de a gente ter um quadro de dramaticidade extrema”, diz. 

Confirmando a fala de Geraldo, o secretário José Mauro relatou que a reunião foi utilizada para mostrar a situação atual ao prefeito. “Estamos mostrando nossa opinião da saúde para o prefeito tomar a decisão e avaliar as medidas”. Também sem explicar quais serão as novidades no enfrentamento, ele relatou apenas que haverá medida diferente do que está existindo. 

Conforme apurado pela reportagem, antes da reunião com o prefeito, José Mauro conversou com representantes de hospitais virtualmente. Durante as falas, ele relatou que iria levar para a conversa com prefeito e Geraldo Resende o parecer da Sesau confirmando a necessidade de “fechamento”. 

Ainda na tarde de hoje, o prefeito de Campo Grande deve se reunir com empresários da cidade.

Bandeira cinza - Campo Grande não recebia classificação de bandeira cinza desde 17 de dezembro, quando houve o segundo ápice da pandemia em MS. Hoje, a macrorregião da Capital possui 107% dos leitos de terapia intensiva ocupados, sendo que 63% são de covid-19.

Conforme explicação do governo, essa classificação preconiza que não devem haver eventos culturais, esportivos e de lazer, celebrações, velórios, capacitações presenciais, nem abertura de bibliotecas e museus, teatros, cinemas, parques públicos, feiras de negócios e práticas esportivas coletivas.

Nesse sentido, apenas algumas atividades deveriam ser liberadas, como assistência à saúde, somente urgência e emergência, fisioterapêuticos, e terapeutas ocupacionais; assistência social e vulneráveis; transporte e entrega de cargas; transporte coletivo intermunicipal; transporte coletivo de passageiros, por táxi ou aplicativo; coleta de lixo; serviços funerários; centrais de abastecimentos de alimentos; construção civil; aulas presenciais, entre outros.